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Conferência Internacional aborda desafios do sector de energia e águas
Inserida: 2013-10-04

Durante três dias, especialistas nacionais e estrangeiros fazem um diagnóstico preciso do sector que o Executivo angolano considera de estratégico, uma vez que nos próximos cincos anos Angola projecta investir fortemente nos sectores de energia e águas com o objectivo de melhorar os serviços de produção, distribuição e dotar as populações de energia e água de qualidade e fiabilidade. Além disso, é aposta do Executivo promover o crescimento económico e social do país, dando prioridade à execução de projectos estruturantes para o aproveitamento das potencialidades hídricas e
energéticas.

A conferência de Luanda tem ainda o condão de sinalizar uma aposta for te na reorganização do sector, através dos serviços de abastecimento de água às populações e saneamento básico de águas residuais. Para cumprir as metas do sector, o ministério “joga” forte e aposta tudo para que não  tenhamos mais os “apagões” de antigamente, cujas implicações
são perturbadoras no desenvolvimento que o país tanto anseia. O Plano de Acção do Sector de Energia e Águas para 2013-2017 constitui o principal instrumento para a prossecução dos objectivos definidos na Estratégia Angola 2025.

Os pontos fracos do sector de energia em Angola

O secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura, que abordou o tema “A Política do Sector Eléctrico em Angola”, referiu, na ocasião, que foi feito um diagnóstico do sector que identificou alguns pontos fracos, nomeadamente o sub-dimensionamento do sistema (a oferta
não cresceu na proporção da procura), ineficiência do sistema com elevadas
perdas técnicas por destruição durante a guerra e falta de manutenção
programada. Outros dos factores que concorrem para que o sector esteja em quase “colapso” é o desequilíbrio económico das empresas do sector, insuficiência de valências humanas, já que o sector ainda tem défices de capacidades chaves nas especialidades técnicas e de gestão para acompanhar a evolução do sistema eléctrico.

Joaquim Ventura disse ainda que para ultrapassar estes e outros  constrangimentos que enfermam o sector, o Executivo estabeleceu como desafio a sua revitalização, garantido uma oferta de qualidade e com custos controlados como fundo de competividade do tecido empresarial e promover o abastecimento universal da energia, desenvolvendo as infraestruturas necessárias e fornecendo a energia a preços acessíveis para a generalidade da população e também incentivar o sector energético, regulamentando para promover a qualidade dos serviços e garantindo o equilíbrio financeiro dos agentes do sistemas.

“Há a necessidade de investi mentos da oferta da energia como primeiro eixo, o segundo eixo é a reestruturação empresarial do sector e o terceiro eixo é o reforço das competências da entidade regula dora, clarificando as competências de responsabilidade com a tutela e o mercado e permitir que haja cada vez mais investimento privado no sector energético”, referiu.

6000 megawatts de energia até 2017

O secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura disse igualmente que para a revitalização do sector serviu de base o programa do MPLA, sufragado nas eleições de 2012, que constituiu a base de governação e de expansão do sistema do sector eléctrico no período de 2013/2017, que destaca entre outros a operacionalização até 2014 de uma capacidade de geração de ate 1.500 megawatts e de um total de até 5 mil megawatts
a instalar até 2017, que estabelece sis temas públicos de abastecimento em até 82 sedes municipais de um total de 166 e de até 271 sedes comunais de um total de 531 até 2014. A reabilitação de toda a rede de distribuição das capitais de províncias, interligação dos sistemas Norte e Centro e  operacionalização do sistema Leste constam também do programa.

Ainda assim, Joaquim Ventura reputa de capital importância a efectivação do Plano Nacional de médio prazo que contém os projectos estruturantes e os projectos de médio e longos prazos, que contemplam a construção da segunda fase das barragens do Soyo, com 600 megawatts, e outra com a mesma potência na mesma localidade. E está já em construção a barragem de Cambambe, com uma potência de 780 megawatts, Laúca com 2060 megawatts, e previsto entrar em construção o aproveitamento hidroeléctrico
de Kakulo-Kabaça com 2050 megawatts, todos eles com investimentos públicos, estando previsto o aproveitamento hidroeléctrico de Jamba-Ya-Oma e Jamba Ya Mina com 220 megawatts e está já em inicio de obras o reforço do aproveita mento hidroeléctrico de Luachimo e a Central de Dalas-Chiumbwe para reforçar o Leste do país com 37 megawatts.

No conjunto dos projectos estruturantes ao nível de geração, o secretário de Estado da Energia referiu esperar que “até ao ano 2017 possamos ter acima de 6000 megawatts instalados.

E como precisamos escoar essa energia de consumo para cada um desses aproveitamentos hidroeléctricos e para a central do ciclo combinado do Soyo que constitui a matriz funda mental de produção dos projectos estruturantes, estão previstas linhas de transportes associadas em 400 e 220 quilowatts”.

 

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